Quando confesso que sou um imenso estrago maior que a grande explosão
do “Big Bang” ou meteoros vindo Terra abaixo, você murmura que é exagero e
se ajeita no meu colo cada vez mais confortável. Você me pega por partes
fracas na mente, desfaz o meu descaso e brinca com a minha curiosidade. E
quando novamente tento te prevenir do meu fracasso amoroso-sentimental-da-vida-inteira,
você me escapa aos argumentos e acha graça da minha inocência, mas te
digo, afirmo e reafirmo: já não sou tão
inocente. São os meus olhos, eu sei que eles enganam. Você, porém, segue
achando graça, segue fazendo cerco a minha fortaleza e demarcando os seus
espaços. Você gosta de blues? Eu não sei tocar, mas é romântico, as notas
baixas parecem a sua voz no meu ouvido rimando com a minha falta de jeito
e a minha bagunça quase-inocente. Por mais que eu avise das minhas pontas
quebradas, você insiste em querer me colar.
— Camila Costa
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